Motta determina como essencial o término da escala 6×1, sem cortes salariais, conforme informado pelo relator
No dia 5 de maio de 2026, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), atuando como relator na comissão especial que analisa a questão da escala 6×1, declarou que a abolicação deste modelo de trabalho, que impõe seis dias de serviço por semana, é uma exigência não negociável. Essa imposição vem acompanhada da orientação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O anúncio foi feito durante uma reunião entre os membros da comissão e representantes de diversas centrais sindicais.
Prates ressaltou que a posição expressa também conta com o apoio do deputado Alencar Santana (PT-SP), que ocupa o cargo de presidente da comissão especial.
Motivos Contra a Escala 6×1
A proposta de eliminar a escala 6×1 é vista por muitos como uma necessidade em um contexto laboral que busca adequar as demandas atuais. As razões principais contra essa prática incluem:

- Carga Exagerada: A carga de trabalho de seis dias provoca desgaste físico e mental nos trabalhadores.
- Equilíbrio entre Vida Profissional e Pessoal: Reduzir os dias de trabalho pode favorecer a qualidade de vida e o bem-estar.
- Incentivo à Produtividade: A diminuição da carga semanal pode aumentar a eficiência e a motivação dos colaboradores.
Reunião da Comissão Especial
A comissão especial se reuniu para discutir as diretrizes da proposta de alteração. Durante essa reunião, o relator Prates enfatizou a importância de uma abordagem que respeite as necessidades tanto dos trabalhadores quanto do setor produtivo. O foco está em garantir que as mudanças não tragam prejuízos financeiros aos empregadores, além de respeitar a forma de trabalho dos empregados.
Posição do Presidente da Câmara
Hugo Motta, presidente da Câmara, tem reforçado que o fim da escala 6×1 é parte de um compromisso maior de promover melhorias nas condições de trabalho. Motta defende que qualquer mudança deve também assegurar que não haja redução salarial para os trabalhadores, o que é visto como fundamental para o apoio contínuo às reformas propostas.
Impactos para os Trabalhadores
A proposta de fim da escala 6×1, além de seus efeitos diretos, pode resultar em várias melhorias significativas para os trabalhadores, incluindo:
- Maior Bem-Estar: A possibilidade de um dia a mais de descanso pode contribuir para uma saúde mental e física melhor.
- Aumento na Satisfação: Funcionários que percebem o compromisso com sua qualidade de vida tendem a ser mais satisfeitos e engajados.
- Melhor Retenção de Talentos: Condições de trabalho mais atraentes podem ajudar as empresas a reter talentos.
Reações do Setor Empresarial
A proposta de abolir a escala 6×1, porém, também enfrenta resistência. Muitas organizações empresariais manifestaram preocupações sobre como essa mudança pode afetar suas operações. Entre as principais reivindicações dos empresários estão:
- Manutenção da Estrutura Atual: Alguns empresariais argumentam que, em vez de acabar com a escala, a redução das horas trabalhadas poderia ser mais efetiva.
- Compensações e Transições: Propostas que incluem compensações financeiras para os empregadores e um período de transição mais longo estão sendo discutidas.
Audiências Públicas Planejadas
A comissão especial está agendando audiências públicas em diferentes estados, como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, para ouvir as vozes de trabalhadores e empregadores sobre a questão da escala 6×1. O deputado Alencar Santana mencionou a importância de incluir essas vozes para que o processo legislativo seja o mais representativo possível.
Expectativas para o Futuro
O futuro da proposta de eliminação da escala 6×1 parece influenciado por uma série de fatores. A expectativa é de que a votação ocorra ainda neste mês e que novas audiências possam oferecer uma visão mais abrangente sobre a situação. A comissão se comprometeu a considerar as opiniões e necessidades de todos os envolvidos durante esse período.
Comparações com Modelos Internacionais
Em vários países, a discussão sobre a carga de trabalho e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal já está consolidada. Modelos como o da Dinamarca, que promove uma semana de trabalho mais curta, vêm sendo analisados como exemplos que podem servir para a legislação brasileira. Essas comparações podem ajudar a fundamentar a proposta e a evidenciar os potenciais benefícios.
Desafios na Implementação
Um dos principais desafios na implementação da nova proposta é como ajustar a legislação para acomodar as diversas realidades das indústrias brasileiras. Cada setor pode ter necessidades distintas que complicam a padronização das regras.
Próximos Passos da Comissão
Os próximos passos da comissão incluem a continuação das audiências públicas e a formulação de um plano detalhado para a votação. O relator Leo Prates se comprometeu a apresentar um cronograma que reflita as diversas opiniões, e que agarre o compromisso da comissão em buscar soluções que satisfaçam tanto trabalhadores quanto empregadores.


